Taxas interbancárias recuam hoje, mais uma vez, em todos os prazos. Liquidez no mercado interbancário e juros de referência em mínimos históricos continuam a dar margem para as quedas das Euribor.
As quedas continuam a representar a única tendência verificada pelas taxas Euribor desde Dezembro. Hoje não foi excepção e, pela primeira vez desde Junho de 2010, a taxa a três meses desceu abaixo da “barreira” dos 0,75%.
Reflectindo as descidas da taxa de juro de referência da Zona Euro levadas a cabo por Mario Draghi, na presidência do Banco Central Europeu (BCE), para o mínimo histórico de 1%, as taxas Euribor continuam a cair para se colocarem em torno desse valor.
As Euribor tendem a deslizar já que seguem o desempenho do custo do dinheiro que, tal como referido, se encontra ao nível mais baixo de sempre e com perspectivas de que por aí continue ou que venha até a descer.
Da mesma forma, as operações de cedência de liquidez a longo prazo (três anos) da autoridade monetária a bancos europeus continuam a retirar pressão sobre o mercado interbancário, o que limita os juros cobrados pelos bancos nas operações de financiamento entre si.
Ambos os motivos empurraram a taxa de juro a três meses para 0,746%, o que não acontecia desde 24 de Junho de 2010, há quase dois anos. O indexante verificou um deslize de 0,4 pontos base.
Já a Euribor a seis meses recuou 0,3 pontos base para 1,041%, também um mínimo de Junho de 2010. A taxa a um mês deslizou 0,1 pontos base e está agora fixada em 0,408%.
Nas maturidades mais longas, as descidas também ocorreram. A nove meses, a taxa caiu 0,5 pontos base para 1,217%, ao passo que a Euribor a 12 meses foi hoje fixada em 1,372%, ao recuar 0,3 pontos base.
Fonte: jornaldenegocios.pt
Pedro Santos
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