Os imóveis que resultam de penhoras judiciais vão começar a chegar finalmente ao mercado.
O número de casas penhoradas pelos bancos à venda no mercado vai aumentar este ano. O administrador da Century 21, Ricardo Sousa, acredita que no segundo semestre deste ano, início de 2012, a quantidade de imóveis para venda executados pela banca vá crescer significativamente. Isto porque "o processo logístico necessário para colocar o imóvel em propriedade do banco demora, em média, dois a três anos e o maior impacto da crise nos orçamentos familiares teve início em 2009", explica Ricardo Sousa.
Fonte do sector bancário confirma que as penhoras judiciais são demoradas, e que esses imóveis deverão finalmente começar a chegar ao mercado. Adianta, no entanto, que os processos dos imóveis que são entregues aos bancos, por via de negociações para saldar a dívida hipotecária, são bastante mais rápidos pelo que, "a oferta deverá aumentar" mas não exponencialmente.
Mas esta não é a única razão que deverá levar ao aumento das casas penhoradas para venda. "A oferta vai aumentar necessariamente por via da situação económica do país e das famílias, mas também devido à situação dos bancos", diz Beatriz Rubio, CEO da ReMax Portugal. De acordo com esta responsável, a situação de liquidez da banca e a necessidade de limpar do seu balanço a dívida em incumprimento, por questões de aprovisionamento, está a levar os bancos a encurtar os prazos de penhoras. "Existem casos em que os bancos aguardam apenas cerca de seis meses, desde o início da situação de incumprimento, para executar a penhora", diz Beatriz Rubio.
Também Diogo Pitta Livério, Director comercial da Euro Estates, uma das principais leiloeiras que trabalham com as casas penhoradas dos bancos, confirma a perspectiva de que o número de imóveis para venda irá começar a aumentar no final deste ano, com as penhoras judiciais a chegarem ao mercado. "Mas realçamos que, também esse aumento é o resultado deste período económico que estamos a viver, pois muitos dos imóveis são entregues aos bancos pelo processo de dação em pagamento reduzindo bastante o período de transição para o banco", acrescenta.
FONTE: Económico

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